A indústria de filmes pornográficos nos EUA também vive seus dias de remakes e sequências. Mas as histórias não se repetem só nas telas e sim na vida real.
É a "guerra das camisinhas" travada entre os estúdios e as autoridades da Califórnia, que acaba de ganhar mais um capítulo.
A Procuradoria Geral de Los Angeles tem até meados de março para entregar um relatório sobre as estratégias e opções que a cidade tem para tornar obrigatório o uso de preservativos em todos os filmes produzidos na região.
Por ano, o mercado de cinema pornô movimenta mais de US$ 10 bilhões no sul da Califórnia e produz cerca de 10 mil filmes, com 1.200 atores em 200 produtoras.
No final de 2010, o ator Derrick Burts, 24 anos, que trabalhava em filmes gays e heterossexuais, confirmou o teste positivo para HIV. A notícia interrompeu a produção de filmes, fechou a clínica responsável por testar os profissionais e trouxe de volta a discussão das camisinhas.
O mesmo aconteceu em 2009. Surto maior surgiu em 2004, quando cinco atores contraíram o vírus após rodarem cenas com o ator Darren James, que, por sua vez, pegou a doença provavelmente em filmagens de uma empresa americana no Rio.
"Gente que produz pornô e faz muita grana não quer mexer nos seus lucros", disse o vereador Bill Rosendahl, responsável pelo pedido do relatório aos procuradores da cidade.
"Mas eu me preocupo com a segurança dos artistas e da mensagem e imagem que eles passam para as pessoas que assistem aos pornôs."
Rosendahl, 65 anos, é gay e perdeu um parceiro nos anos 80 por causa da Aids. Ele afirma que o lobby da indústria é forte em Sacramento, capital, o que dificulta o cumprimento de uma lei estadual de 2004 que já prevê o uso de preservativos nos sets.
Mas ele afirma que não vai desistir de criar regras mais rígidas em Los Angeles, onde estão concentrados os estúdios, na região de San Fernando Valley, com a ajuda da ONG Aids Healthcare Foundation, que tem cooptado ex-atores pornôs infectados para fazer campanha.
TESTE GRATUITO
Neste mês, 50 membros do grupo fizeram piquete na entrada de um grande evento que premia os filmes pornôs, em Hollywood. Distribuíram camisinhas e realizaram testes gratuitos de HIV em laboratórios instalados em vans.
"Anos atrás eu tentei fazer todo mundo usar camisinhas. Várias produtoras toparam, mas as vendas caíram drásticamente. Uma mudança seria difícil", disse um agente de atores pornôs ao "The New York Times".
Com a crise de 2010, a clínica sem fins lucrativos criada em 1998 para testar os atores pornôs perdeu sua licença e ficou fechada por dois meses. O local voltou a funcionar neste mês, sob nova direção e sem mais o status de ONG. Sharon Mitchell, co-fundadora da ONG e famosa ex-atriz pornô, continua como presidente do grupo.
Doenças sexualmente transmitidas são diagnosticadas em um quarto dos atores a cada ano, de acordo com a Saúde Pública do Condado de Los Angeles. O número de casos de gonorreia é sete vezes maior do que no resto da população.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
STJ decidirá hoje se reconhece ou não união estável de casal do Rio Grande do Sul
Está previsto para esta quarta-feira (23) o julgamento de um caso onde se discute a possibilidade do reconhecimento da união estável de um casal gay do Rio Grande do Sul. O caso está sendo relatado pela ministra Nacy Andrighi e será julgado na Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por conta da relevância do tema - união civil entre gays -, o processo foi submetido à Seção, que é composta por dez ministros que são responsáveis pelos julgamentos de casos relativos ao Direito de Familia e Direito Privado, que reúne a Terceira e a Quarta Turma do Tribunal.
O caso diz respeito a um homem que, após viver em "união estável" com o parceiro entre 1993 e 2004 e neste período ter adquirido diversos bens móveis e imóveis e tudo sempre feito em nome do parceiro, pede na Justiça a partilha de bens e uma pensão alimentícia no valor de R$ 1 mil reais.
Na primeira audiência do caso, o juiz da Vara da Família reconheceu a união do casal e determinou a partilha de bens e o pagamento da pensão. Mas o Tribunal de Justiça do Rio de Grande do Sul (TJRS) retirou a obrigatoriedade do pagamento da pensão alimentícia.
O TJ alegou que o requerente da pensão é jovem e pode trabalhar. O tribunal não negou a competência da Vara de Família, ou seja, reconheceu a existência de uma união estável e não sociedade de fato.
Caso o STJ reconheça que houve uma união estável e não apenas uma sociedade de fato, abre-se precedente para que todos os casais sejam reconhecidos.
Por conta da relevância do tema - união civil entre gays -, o processo foi submetido à Seção, que é composta por dez ministros que são responsáveis pelos julgamentos de casos relativos ao Direito de Familia e Direito Privado, que reúne a Terceira e a Quarta Turma do Tribunal.
O caso diz respeito a um homem que, após viver em "união estável" com o parceiro entre 1993 e 2004 e neste período ter adquirido diversos bens móveis e imóveis e tudo sempre feito em nome do parceiro, pede na Justiça a partilha de bens e uma pensão alimentícia no valor de R$ 1 mil reais.
Na primeira audiência do caso, o juiz da Vara da Família reconheceu a união do casal e determinou a partilha de bens e o pagamento da pensão. Mas o Tribunal de Justiça do Rio de Grande do Sul (TJRS) retirou a obrigatoriedade do pagamento da pensão alimentícia.
O TJ alegou que o requerente da pensão é jovem e pode trabalhar. O tribunal não negou a competência da Vara de Família, ou seja, reconheceu a existência de uma união estável e não sociedade de fato.
Caso o STJ reconheça que houve uma união estável e não apenas uma sociedade de fato, abre-se precedente para que todos os casais sejam reconhecidos.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
UNESCO aprova kit-homofobia
| O kit-homofobia desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) recebeu parecer favorável da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em comunicado, a entidade afirmou que os materiais didáticos do projeto "estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, de acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicada pela Unesco em 2010." Segundo a Unesco, que parabenizou o MEC e a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais), o material "contribuirá para a redução do estigma e discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade". |
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Osesp terá regente lésbica
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp, anunciou que a partir de 2012 trocará Yan Pascal Tortelier como seu regente. A nova titular da mais prestigiosa orquestra brasileira será a maestrina norte-americana Marin Alsop, 54 anos, que atualmente é diretora da Orquestra Sinfônica de Baltimore.
A boa notícia para nossa comunidade é que desde 1990 a regente vive com sua parceira, a trompista Kristin Jurkscheit , e juntas tem um filho e falam abertamente sobre sua família.
Quando foi regente da Orquestra Sinfônica do Colorado a relação com Kristin, que é solista até hoje da Orquestra, chegou a causar alguma controvérsia.
Marin Alsop já regeu a OSESP em três oportunidades em 2010. Em 2007 foi a primeira mulher a conduzir uma orquestra sinfônica nos EUA.
Alsop já foi a regente titular da Orquestra Real da Escócia e da City of London Sinfonia e tem o título honorário de Doutora em Musica da Bournemouth University. Em 2010 conduziu a Orquestra Sinfônica da Bélgica durante a Queen Elizabeth Music Competition.
A boa notícia para nossa comunidade é que desde 1990 a regente vive com sua parceira, a trompista Kristin Jurkscheit , e juntas tem um filho e falam abertamente sobre sua família.
Quando foi regente da Orquestra Sinfônica do Colorado a relação com Kristin, que é solista até hoje da Orquestra, chegou a causar alguma controvérsia.
Marin Alsop já regeu a OSESP em três oportunidades em 2010. Em 2007 foi a primeira mulher a conduzir uma orquestra sinfônica nos EUA.
Alsop já foi a regente titular da Orquestra Real da Escócia e da City of London Sinfonia e tem o título honorário de Doutora em Musica da Bournemouth University. Em 2010 conduziu a Orquestra Sinfônica da Bélgica durante a Queen Elizabeth Music Competition.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Havaí, 7º Estado norte-americano a permitir união homoafetiva
Parlamentares do Havaí (EUA) aprovaram na última quarta-feira, 16 a união civil entre casais do mesmo sexo. Agora, o projeto de lei será encaminhado para o governador democrata Neil Abercrombie, que já disse ser favorável à questão.
Segundo a assessoria do governador, ele deve sancionar a lei em até 10 dias e, assim, as uniões homossexuais passam a vigorar no Havaí a partir de janeiro de 2012. A lei aprovada iguala os direitos dos casais homossexuais aos heterossexuais.
Na votação, foram 18 favoráveis e cinco contrários à lei. O projeto que prevê a união entre gays no Havaí já está há anos sendo debatido no Estado e já foi até tema das eleições passadas, quando setores conservadores e religiosos disseram que se a lei fosse aprovada, ela iria destruir a família. Essa mesma lei já havia sido aprovada, porém, foi vetada pela ex-governadora, a republicana Linda Lingles.
Com a lei aprovada, o Havaí se torna o sétimo estado norte-americano a permitir a união civil entre homossexuais.
Segundo a assessoria do governador, ele deve sancionar a lei em até 10 dias e, assim, as uniões homossexuais passam a vigorar no Havaí a partir de janeiro de 2012. A lei aprovada iguala os direitos dos casais homossexuais aos heterossexuais.
Na votação, foram 18 favoráveis e cinco contrários à lei. O projeto que prevê a união entre gays no Havaí já está há anos sendo debatido no Estado e já foi até tema das eleições passadas, quando setores conservadores e religiosos disseram que se a lei fosse aprovada, ela iria destruir a família. Essa mesma lei já havia sido aprovada, porém, foi vetada pela ex-governadora, a republicana Linda Lingles.
Com a lei aprovada, o Havaí se torna o sétimo estado norte-americano a permitir a união civil entre homossexuais.
Héteros tiram roupa em campanha á favor da união gay na Califórnia
Acaba de ser lançado nos Estados Unidos um calendário muito inusitado. Trata-se do "FCKH8", que em uma tradução direta significa "Foda-se a Proposição 8". A chamada comercial do produto é: "Héteros tiram a roupa para que gays possam conquistar os seus direitos".
O calendário custa um dólar e 20% da venda é revertido para a campanha contra a Proposição 8, que revogou a lei que permitia a união civil entre homossexuais na Califórnia. A outra parcela da renda vai para ONGs que trabalham contra o suicídio.
No site, além do calendário, você pode adquirir uma série de objetos ligados à campanha contra a Proposição 8, como bottons, camisetas, pulseiras, adesivos etc.
O calendário custa um dólar e 20% da venda é revertido para a campanha contra a Proposição 8, que revogou a lei que permitia a união civil entre homossexuais na Califórnia. A outra parcela da renda vai para ONGs que trabalham contra o suicídio.
No site, além do calendário, você pode adquirir uma série de objetos ligados à campanha contra a Proposição 8, como bottons, camisetas, pulseiras, adesivos etc.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Disque 100 tem local de lançamento mudado
O local do lançamento do Disque 100 – Módulo LGBT em São Paulo, no próximo sábado, 19, foi alterado e será na Casa das Rosas, e não mais no vão livre do MASP. A programação continua a mesma. A Casa das Rosas fica na Avenida Paulista, número 37.
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